Publicado por: rosym | Dezembro 27, 2008

Talvez

 

Talvez um dia entendas que nem sempre conseguimos dar o que esperam de nós, talvez um dia não julgues tão rápido.

Talvez o passar do tempo, te faça entender, que no meio de tanta coisa, tantos problemas, nem sempre conseguimos, o melhor de nós.

Poderia dizer mil coisas, mas penso que qualquer uma delas, poderia conduzir, a uma discussão, vim aqui em paz, não vim pedir desculpa, por não ter sempre as palavras certas, nem conseguir fazer textos lindos, quando por vezes as coisas entre nós não correm bem, tantas vezes a palavra mais usada, impunemente é desculpa….

Aos teus olhos falhei, aos meus não fui capaz.

Devo pedir desculpa por ser quem sou?

Talvez…

Beijo grande

Publicado por: Rose Mary | Dezembro 26, 2008

 

Criei este cantinho para que pudessemos partilhar pensamentos, sentimentos ou dizer o que nos vai na alma sempre que nos apetecesse… no fundo uma forma de comunicarmos dentro do nosso mundo, único e só nosso, onde ninguém estava presente… só nós.

O entusiasmo, porém, desvaneceu-se e tu só vais ao outro, é lá que te sentes bem, que tens e respondes aos comentários de muita gente… para este não tens tempo e só eu é que comento!

Deste, nem sequer te lembras que existe! Nem mesmo quando te lembro, com alguma tristeza minha o esquecimento a que o votaste, cá vens e deixas vestígios da tua passagem!

Gostava tanto de ler os textos que aqui colocavas.

Foste tu que escolheste o título!

O significado que lhe deste!

Este era o nosso recanto. Só nosso!!!

Porém, este blog morreu, tal como muitas coisas parecem estar, aos poucos, a morrer entre nós!!

 

Mas, ao contrário do que pensei e te disse que ia fazer, vai ficar assim, para sempre, para que eu possa vir aqui e recordar o que escrevemos uma à outra, noutros tempos!

 

“Quando te conheci houve um lugar, um tempo e um sentimento.

O tempo ficou marcado.

O lugar será sempre lembrado.”

 

Publicado por: Rose Mary | Novembro 30, 2008

 

I gave you all the love I got
I gave you more than I could give
I gave you love
I gave you all that I have inside
And you took my love
You took my love
Didn’t I tell you
What I believe
Did somebody say that
A love like that won’t last
Didn’t I give you
All that I’ve got to give baby

I gave you all the love I got
I gave you more than I could give
I gave you love
I gave you all that I have inside
And you took my love
You took my love

I keep crying
I keep trying for you
There’s nothing like you and I baby

This is no ordinary love
No ordinary Love
This is no ordinary love
No ordinary Love

When you came my way
You brightened every day
With your sweet smile

Didn’t I tell you
What I believe
Did somebody say that
A love like that won’t last
Didn’t I give you
All that I’ve got to give baby

This is no ordinary love
No ordinary Love
This is no ordinary love
No ordinary Love

I keep crying
I keep trying for you
There’s nothing like you and I baby

This is no ordinary love
No ordinary Love
This is no ordinary love
No ordinary Love

Keep trying for you
Keep crying for you
Keep flying for you
Keep flying I’m falling

I’m falling

Keep trying for you
Keep crying for you
Keep flying for you
Keep flying for you I’m falling
I’m falling

SADE, No ordinary love

Publicado por: Rose Mary | Novembro 24, 2008

MOMENTOS DE UM SONHO IMPERFEITO

untitled-10De que adianta a esperança, o amor, a alegria e a beleza, se não consigo simplesmente vivê-los?
Fico apenas a olhar a vida e o tempo a passarem diante dos meus olhos…

Vejo o brilho, as cores, o movimento
Mas já não sei voar… Perdi-me!
Só me restam o sonho e as lembranças de outros momentos
De uma época em que eu pensava poder ser feliz…

Já nada faço, não consigo nem tenho força… Sinto-me impotente, cansada…

… deste sonho imperfeito!

Publicado por: Rose Mary | Novembro 19, 2008

Apesar de tudo…

Sentes-te frágil… estás só no meio de tanta gente, num turbilhão de empatias que sabes que serem responsáveis pela tua descida ao duro estado de melancolia, de onde frequentemente as lágrimas escorrem, onde os sorrisos são meras máscaras forçadas utilizadas para enganar o sol que só brilha lá ao longe.

Sentes-te sozinha, queres fazer o teu caminho… julgas-te sem forças, fraca…
Apetece-te, muitas vezes, estar sozinha, longe de todos de problemas mas quanto mais corres para chegar àquela montanha onde o pôr-do-sol demora horas e a lua brilha, sempre acompanhada por um mar de estrelas, onde consegues ver as ondas do mar e sentir o vento dançar pelos campos doirados do trigo… quanto mais corres, dizia eu, mais problemas te aparecem pela frente, duros e frios como paredes de cimento, que te fazem sentir num labirinto onde a luz não chega e onde só encontras saídas dolorosas e penosas para ti!

Estás carente, queres apoio, querias ter força para sonhar, para continuar… continuar a viver com a paz que tanto desejas.

Começo a entender quando dizes que exijo demais e que não me podes dar tudo.

Começo a entender quando usas o teu silêncio para não te zangares ou não extravasares a fúria, a raiva, a desilusão que sentes pelos meus desatinos ou desequilíbrios, quando estou a ser injusta ou irracional contigo.

Sim, entendo-te. Como te entendo… e chego à conclusão que muitas vezes me custa gerir esta distância que nos separa, porque não te posso ver tantas vezes como queria, não posso usufruir contigo dos mais simples gestos e momentos, porque perco a alegria quando, tendo estado contigo, sou forçada a voltar a um mundo diferente, onde não quero estar, mas onde tenho de estar.

 

Apesar de já te ter feito sofrer tanto e de, por isso, sofrer também, acredito e sinto a força do amor que me dás com essa paciência sem limites, sem par, reservando-me sempre um sorriso.

 

Sei que sou uma pessoa difícil de amar, que só complica, que se sente muitas vezes confusa, indecisa, se diz cansada… Perdoa-me por ser assim!!

Mas, apesar disso, amo-te e dedico-te este amor de coração pleno, cheio de expectativas, de sonhos, de ânsia de viver.

 

Amo-te por seres uma pessoa tão especial: inteligente, corajosa, lutadora, que encontra sempre uma réstia de força, sensível, emotiva e linda por dentro.

 

Embora possas não entender as minhas reacções momentâneas, e possa não parecer, eu compreendo-te, sei o que realmente queres, e quero ver-te feliz, saber e ver que estás bem… Daria a vida por ti!

 

O meu sonho, meu Amor, é amar-te de forma incondicional, sem muros nem barreiras, partilhando-o contigo até ao fim dos nossos dias.

Publicado por: Rose Mary | Novembro 14, 2008

Queria poder ter-te dito, mas não consegui…

Noite intranquila por mais uma insónia…

Deito-me e reviro-me na cama, acabando por me levantar e voltar para aqui para escrever e desabafar… Mas acabo por dar comigo a olhar para o vazio… com muitas palavras tuas a batucarem na minha cabeça! Ouço a tua voz!!

Acabo por me deixar abater por esta tristeza que me consome.

As nossas conversas parecem-me apáticas, carregadas de uma tristeza sem fim, muitas vezes, cheias de banalidades onde o amor já não tem força suficiente pois está fechado no peito, atacado pela solidão e pelo silêncio, mandado para o canto mais profundo e escondido, para que assim os dias não custem tanto a passar, a distância não nos mate de desespero e onde possa encontrar um refúgio seguro para que não perca o seu encanto, o seu brilho e a sua ternura…

Não me posso fazer fluir para ti, nem neste meu sentimento de amor que busca o teu ombro quando choro, os teus beijos e carinhos quando estou triste, que não encontra tranquilidade e que me faz desesperar, que está sedento das noites em que o teu corpo se junta ao meu, em que te posso ter próxima quando te quero amar e contemplar o teu sorriso, que partilho contigo os olhares silenciosos… em que sei que te amo e me amas e com quem sonho passar o resto da vida, sem dia nem local marcados para isso.

Este amor na distância, guardado assim no peito, impedido de ter forma, cor, cheiros e toques… enfraquece e afasta-nos, nestas partilhas tão ilusórias dos nossos quotidianos, realidades e vivências tão diferentes… é a mais clara evidência que do vai surgindo lentamente, e que começa a delinear os contornos de uma realidade triste e que custa aceitar, que faz sofrer… mói!

Sinto que, por vezes, não compreendes o que sinto e relativizas os meus sentimentos, contrarias as minhas conclusões, repreendes as minhas atitudes, discordas das minhas palavras, me dizes que exijo demais de ti e que tu não mo podes dar, me perguntas se não estiveste bem comigo… e com estes pensamentos fico…

O tempo, o silêncio, a ausência, afasta-nos espiritualmente uma da outra, mata lentamente a unidade que sempre procurei fazer contigo… desgasta as pedras que sustentam o mundo que temos tão nosso… estraga a união da tua alma com a minha… corrompe um amor, já de si, frágil, por todas as vissicitudes que lhe são impostas, e carente que precisa das gotas diárias de carinho, do fogo sentido, para morrer no silêncio, no vazio, no teu e meu cansaço, deixando ficar para trás situações que deviam ser conversadas e que não o sendo vão minando o que nos une…

Abro-te a minha alma e os meus pensamentos, falo contigo e pareço maçar-te com os meus desabafos e tristezas que rotulas de criticas veladas ou (im)pertinentes, que antes até me pedias e dizias ajudarem-te a ser melhor, e despertavam em ti ternura. Agora tudo o que diga esbarra no nosso cansaço… mói-nos a alma porque acaba por não ser dito e se vai acumulando.

Tento confortar-te e espero pelo teu conforto nesses momentos de tristeza profunda, mas a única coisa que me dizes é “Por Deus!”, dando-me a entender que estou a ser demasiado dramática, ou que “está tudo bem” ou “já passou”, palavras seguidas por suspiros intermitentes que saem do teu coração… algo cansado de me ouvir. E eu vou desistindo de te dizer o que sinto, cada vez mais, porque te respeito, porque sei que tens muitas preocupações na tua mente que te deixam exausta ao fim de cada dia.

Mas todos nós temos os nossos limites e a minha resistência vai-se esvaindo quando chego a um ponto em que me sinto invadida por uma tristeza muito grande em não conseguir ultrapassar os nossos desentendimentos, cada vez mais frequentes, porque a Vida egoista assim o impõe. E acabamos por silenciar aquilo por que as nossas almas gritam… pela nossa paz interior, pela harmonia, pela alegria do nosso bem-estar!

Tenho medo da apatia que sinto na minha alma… como se a distância, o teu silêncio e a tua tristeza estivesse a inundar-me, lentamente, tornando tudo mais vazio… num processo, lento e moroso, de defesa para não sofrer nem fazer sofrer mais, sofrimento esse que nos “gela” por dentro, e que tu questionas se não terá abalado a base de entendimento que existia antes…

Queria falar contigo sobre tudo isto, mas não consegui… Queria fazer voltar os dias em que o meu coração batia diferente e não consigo… Desespero para que me entendas e não consigo… E tu, pressentindo-o, ainda tentas sossegar-me e dizes-me, com a voz embargada, que me amas. Mas, depois de alguns minutos ou horas, já nada é igual… só suspiras e, embora sabendo que, muitas vezes, também o fazes pelo cansaço de lidar com tantos problemas e pela correria com que a tua vida decorre, de novo calas o que sentes, com receio que surja, outra vez, o tema circular e repetitivo dos meus sentimentos, que eu teimo em não guardar para mim no silêncio ensurdecedor das noites em que eles me assaltam e não me deixam dormir…  

Sabes, há momentos em que não consigo falar… fico desanimada… confusa… revoltada comigo mesma… insegura… moída… tentando perceber porque passas de gestos de carinho extremo, que exprimes por palavras escritas ou ditas, para a ausência quase total de sentimentos de ternura com que muitas vezes me trataste e nos quais me mostraste doçura e paixão na forma com que os pronunciavas…

Sabes? Não quero mais nada de ti! Apenas, e usando as palavras que um dia me disseste, por mensagem, quando te perguntei o que querias de mim … “que me ames para o resto do teus dias!”

Guardarei essa frase no meu coração para sempre!

É a tradução perfeita do que eu quero e sempre quis desde o inicio: AMAR-TE ATÉ AO FIM DOS MEUS DIAS. 

Vou-me moldando, vou mudando, fazendo o meu caminho, lentamente… é uma metamorfose porque tenho de passar para crescer… mas tenho o meu ritmo próprio… não sou perfeita, erro e assumo os meus erros, magoo e peço perdão, sou magoada mas também perdoo… dou-me como posso e me é permitido. Tu dás-te da mesma forma… eu sei e sinto-o.

Busco o teu olhar a sorrir para mim, fazendo-me acreditar num amor verdadeiro e ímpar, desejo os teus beijos doces que me fazem tremer de desejo, paixão e excitação, que me aquecem, preciso que os teus braços me agarrem com força enquanto fazemos amor, quero o teu peito onde costumo repousar a cabeça para ouvir o teu coração bater.

Disseste sempre que, atendendo às condições em que aceitamos viver este amor, devemos reter e viver cada momento como se fosse único. Mas não deveriam esses momentos ser cada vez mais intensos, na partilha? Foste tu própria que mo disseste, um dia, quando estávamos a fazer amor, que no amor devíamos partilhar tudo, de olhos arregalados a olhar para mim.

Não me ilibo de culpa, também a tenho… Mas para mim, sobra sempre a esperança, aquela esperança de poder viver com alegria e não com tristeza, com aquele amor que sempre esperei encontrar e vi em ti, com aquela força que sempre procurei dar e se calhar não soube transmitir, como aquele sonho no qual eu quero voar, mas que agora sinto fecha as asas… se dilui no meio destas incertezas todas.

“Queria tocar-te pelo menos uma vez na vida!”

Será que te cheguei a tocar? Sim, tenho a certeza que sim! Tocámo-nos!
Não sei amar-te de outro jeito, apenas sei que te amo. Não consigo deixar de te amar.  

Como tal, deixo-te um pedido que sai do fundo do meu coração: se encontrares por aí, algo perdido e triste, aquele amor que encontrei e vi em ti, que quero que faça parte de mim para o resto da minha vida, aquela que eu sei que, apesar de tudo, me ama e que viu em mim um porto seguro, que sentiu que eu a tornava mais coesa e mais pura, então POR FAVOR diz-lhe o quanto a quero, o quanto a amo. 
Publicado por: rosym | Novembro 1, 2008

Amor

Adormeci a pensar em ti, envolvida pelo calor do teu abraço, ainda te sinto no meu corpo, o teu cheiro, os nossos corpos embrulhados num só.

Amas-me de uma maneira única, especial, diferente, só tua. Fazes-me abandonar a menina triste que carrego, como um fardo maior do que o peso que as minhas costas conseguem suportar.

Fazes-me sentir mulher, amada e desejada, como sempre julguei merecer.

O teu desejo por mim como mulher ilumina-me, a noite fica dia, o dia fica estrelado, e o meu único desejo é que o tempo pare enquanto estiver nos teus braços.

O teu olhar é puro, o respeito com que me olhas dá-me a coragem que me para me despir de preconceitos, de me mostrar a ti, de ser para ti e por ti.

De ousar ser amada!

Sentir os nossos corpos unidos, entrelaçados num abraço profundo estremecendo por uma enorme onde de amor, paixão e prazer.

Fazes-me sentir bem, mulher coesa e amada.

Amo-te

Publicado por: Rose Mary | Novembro 1, 2008

Talvez o sono volte…

Despedi-me de ti e fui dormir. Quisera eu que o sono me abordásse, mas em vão… revirei-me vezes sem conta na cama, sózinha, numa luta desigual com esse maldito, que teimava em chegar… de novo em vão… foi para longe…

Levantei-me. Sem mais nada para fazer, resolvi vir para a sala… recostei-me no sofá e meditei na luta estúpida e insane entre mim e o sono, tentando perceber o porquê desta agitação. 

Pois… percebi finalmente a razão. Não é aquele cansaço, que por vezes nos tira o sono…

É a minha saudade de ti!

As lágrimas começaram a descer pela minha face, tornando difuso o que quero escrever.

Sim… Maldita saudade que me invade e não me deixa em paz.

Dizem que não se sabe amar se não se sentir saudade, mas porquê? É preciso senti-la para se ter a verdadeira dimensão dos nossos sentimentos? Não basta sentirmos que amamos alguém, com toda a nossa força, e que esse alguém preenche todos os espaços da nossa alma, para sabermos que amamos? Porquê envolver a saudade no amor por outra pessoa, se senti-la nos faz sofrer tanto? A saudade dá-nos mais força para amar?

A única coisa que eu sei é que a saudade me dói, me magoa, torna-me impotente, tira-me o ar que respiro, aperta-me o coração, porque não te posso ver, não te posso sentir, não te posso beijar, não te posso tocar…

É tão dificil viver assim… com esta saudade!

Eu quero-te e desejo-te tanto, meu amor!

Não consigo parar de chorar… mas ficarei aliviada… pelo menos desabafei…

Vou voltar para a cama e chamar o sono. Ele há-de vir!

 

Amo-te como nunca amei na vida.

Um beijo muito grande, meu Amor.

Publicado por: rosym | Outubro 23, 2008

Dispersão

Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,

E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.
 
Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida…
 
Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem.
 
(O Domingo de Paris
Lembra-me o desaparecido
Que sentia comovido
Os Domingos de Paris:
 
Porque um domingo é família,
É bem-estar, é singeleza,
E os que olham a beleza
Não têm bem-estar nem família).
 
O pobre moço das ânsias…
u, sim, tu eras alguém!
E foi por isso também
Que te abismaste nas ânsias.
 
A grande ave dourada
Bateu asas para os céus,
Mas fechou-as saciada
Ao ver que ganhava os céus.
 
Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo.
 
Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que projeto:
Se me olho a um espelho, erro —
Não me acho no que projeto.
 
Regresso dentro de mim
Mas nada me fala, nada!
Tenho a alma amortalhada,
Sequinha, dentro de mim.
 
Não perdi a minha alma,
Fiquei com ela, perdida. 
Assim eu choro, da vida,
A morte da minha alma.
 
Saudosamente recordo
Uma gentil companheira
Que na minha vida inteira
Eu nunca vi… Mas recordo
 
A sua boca doirada
E o seu corpo esmaecido,
Em um hálito perdido
Que vem na tarde doirada.
 
(As minhas grandes saudades
São do que nunca enlacei. 
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que não sonhei!…
 
E sinto que a minha morte —
Minha dispersão total —
Existe lá longe, ao norte,
Numa grande capital.
 
Vejo o meu último dia
Pintado em rolos de fumo,
E todo azul-de-agonia
Em sombra e além me sumo.
 
Ternura feita saudade,
Eu beijo as minhas mãos brancas…
Sou amor e piedade
Em face dessas mãos brancas…
 
Tristes mãos longas e lindas
Que eram feitas Pra se dar
Ninguém mas quis apertar
Tristes mãos longas e lindas
 
Eu tenho pena de mim,
Pobre menino ideal…
Que me faltou afinal?
Um elo? Um rastro?… Ai de mim!…
 
Desceu-me na alma o crepúsculo;
Eu fui alguém que passou.
Serei, mas já não me sou;
Não vivo, durmo o crepúsculo.
 
Álcool dum sono outonal
Me penetrou vagamente
A difundir-me dormente
Em urna bruma outonal.
 
Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço…
A hora foge vivida,
Eu sigo-a, mas permaneço,…
…………………………….
Castelos desmantelados,
Leões alados sem juba

Mário de Sá Carneiro

Publicado por: Rose Mary | Outubro 22, 2008

ARRISCAR…

Vamos deixar para trás…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

… a tempestade e… 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

… voar juntas, de asas bem abertas, em direcção ao nosso sonho?

 

Deixa que meu olhar te persiga…
Deixa que minha alma te encontre…
Deixa que as tuas asas me ensinem,
A força com que enfrentas a tempestade,
A paz com que deslizas sobre a espuma do mar… e deixa…
Deixa-te voar…
Voa …
Voa bem alto…
Voa…
Voa até onde ninguém te alcance…
Voa até onde ninguém te prenda…
Voa até onde só tu sabes…
Voa…
Voa bem alto…
Voa…
E é nesse teu voar que me inspiro…
Nessas asas que me solto…
Nessa força que me prendo…
Nessa ousadia que me rendo…
Voa…
Voa bem alto…
Voa…
mas eu quero ir contigo!

 

AMO-TE.

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