Despedi-me de ti e fui dormir. Quisera eu que o sono me abordásse, mas em vão… revirei-me vezes sem conta na cama, sózinha, numa luta desigual com esse maldito, que teimava em chegar… de novo em vão… foi para longe…
Levantei-me. Sem mais nada para fazer, resolvi vir para a sala… recostei-me no sofá e meditei na luta estúpida e insane entre mim e o sono, tentando perceber o porquê desta agitação.
Pois… percebi finalmente a razão. Não é aquele cansaço, que por vezes nos tira o sono…
É a minha saudade de ti!
As lágrimas começaram a descer pela minha face, tornando difuso o que quero escrever.
Sim… Maldita saudade que me invade e não me deixa em paz.
Dizem que não se sabe amar se não se sentir saudade, mas porquê? É preciso senti-la para se ter a verdadeira dimensão dos nossos sentimentos? Não basta sentirmos que amamos alguém, com toda a nossa força, e que esse alguém preenche todos os espaços da nossa alma, para sabermos que amamos? Porquê envolver a saudade no amor por outra pessoa, se senti-la nos faz sofrer tanto? A saudade dá-nos mais força para amar?
A única coisa que eu sei é que a saudade me dói, me magoa, torna-me impotente, tira-me o ar que respiro, aperta-me o coração, porque não te posso ver, não te posso sentir, não te posso beijar, não te posso tocar…
É tão dificil viver assim… com esta saudade!
Eu quero-te e desejo-te tanto, meu amor!
Não consigo parar de chorar… mas ficarei aliviada… pelo menos desabafei…
Vou voltar para a cama e chamar o sono. Ele há-de vir!
Amo-te como nunca amei na vida.
Um beijo muito grande, meu Amor.